Plano de Contingência

 
É sempre bom se sentir seguro, não? Ter a sensação de que o projeto vai parar por conta de um risco calculado e conhecido por todos não é o melhor cenário, certo? Obter assertividade em Custos e Prazos é tão complexo que uma parte obrigatória do processo de construção do Plano do Projeto é a constituição de reservas. Estas reservas não só garantem que as variações de cenário sejam suportadas pelo patrocinador do projeto como também que o mapeamento de riscos foi executado de forma a quantificar parte destas variações. O tema de hoje ajudará a organizar o raciocínio sobre estas reservas.
Boa Leitura!

RESERVA DE CONTINGÊNCIA
Quando o processo de Análise de Riscos Qualitativos e Quantitativos é finalizada você terá em mãos uma valiosa informação, o que eu chamo de “O PIOR CENÁRIO”. Este cenário basicamente resume o que acontecerá, no ponto de vista de prazo e custo, com o projeto no caso de todos os riscos negativos se tornarem realidade. Este é o cenário base para compor a RESERVA DE CONTINGÊNCIA.

Dado que o produto desta reserva é a soma dos VALORES MONETÁRIOS dos riscos, ou seja, a soma dos VALORES MONETÁRIOS de todas as ameaças “conhecidas” e não mitigadas resultantes do cálculo de PROBABILIDADE x IMPACTO das mesmas, este cenário deve compor o custo do projeto (Linha de Base de Custos) e sua gestão, de forma geral, não requer “aprovação” do Gerente e Patrocinadores do projeto (a menos que as políticas da empresa falem o contrário).
 
RESERVA DE GERENCIAMENTO
NADA É TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR… é nesta frase que se baseia a Reserva de Gerenciamento. Trata-se de calcular uma margem de segurança para garantir que riscos que ainda não foram identificados inviabilizem o projeto. Em minha cabeça, o percentual aplicado a esta reserva varia muito de acordo com o tipo de estimativa que você está aplicando ao projeto, por isto, o percentual aplicado deve ser estabelecido baseado em critérios de estimativa e contingência.

Normalmente esta reserva é calculada com base em um percentual da Estimativa do Projeto acrescida da Reserva de contingência e, ao contrário da reserva de contingência, esta reserva não está nas mãos do Coordenador de Projetos e sim com o Gerente do Projeto, e para utilizá-la, o coordenador deve pedir autorização para o Gerente. Esta reserva não  deve ser considerada como disponível do projeto.

LEMBRE-SE
• O ideal é não utilizar as reservas;
• As  reservas não são parte do seu lucro;
• Revise as reservas durante o projeto;
• Novos riscos identificados aumentam a necessidade de reserva;
• Riscos mitigados ou resolvidos reduzem a necessidade de reserva.


Com isto, deixo claro que sou favorável que todo Projeto estabeleça dois níveis de contingência:

O primeiro em nível de coordenação do projeto, onde o coordenador tem total autonomia, porém sua meta é não utilizar, e outro em nível gerencial, que costumo dizer, que só "pedindo a benção" do gerente será autorizado o uso.
 

Bom Plano de Contingência a todos...!!!

ATITUDE PERANTE AO RISCO


Neste "espectro", Gerson Costa representa as diferentes atitudes e perfis das pessoas perante os riscos. 

Uma das maiores influências no processo de risco são as atitudes ao risco que as pessoas adotam. Isso afeta muitos aspectos do processo de risco, mesmo que as pessoas não estejam cientes disso. Entender e gerenciar estas atitudes ao risco aumentará significantemente a eficiência do processo, sendo assim, a gestão acontece desde o extremo esquerdo até o extremo direito do gráfico.

Sabemos da importância de gerenciar riscos, porém esquecemos que a atitude do gestor de projetos face ao risco, o seu posicionamento junto às partes interessadas e às consequências aos objetivos estratégicos da organização são fatores que merecem atenção especial.

Os dois extremos do espectro necessitam ser gerenciados, pois o lado esquerdo pode registrar riscos com Índice "Muito Alto" que na verdade não são... e o lado direito registrar riscos como "Baixos" que na verdade podem trazer grandes consequências... a questão é identificar cada perfil para que a calibragem do risco seja adequada e o seu registro de índices garanta a priorização exata dos riscos a serem tratados.

Outro aspecto a ser lembrado é que muitos riscos são positivos "oportunidades" e costumam gerar benefícios, melhorias ou ganhos para o projeto, e neste aspecto o lado direito tende a maximizar as chances do evento ocorrer e gerar a consequência positiva esperada...!!!


Adaptado do livro “Understanding And Managing Risk Attitude”, de David Hillson.

Cabe aqui um agradecimento ao meu amigo Guilherme Sprung o qual tem colaborado com questionamentos sobre o assunto. Obrigado Guilherme por enriquecer o assunto. 

Caldeira Recuperação no Brasil

 
 
A função do sistema de recuperação não consiste, unicamente, em recuperar produtos químicos, com um mínimo de perda, mas também consiste em:
Produzir vapor para diversas operações, tais como cozimento e secagem, reduzindo os custos com energia elétrica;
Produzir um licor de cozimento com composição adequada a sua reutilização;
Eliminar parte dos efluentes com potencial poluidor;
Neste setor é feito a recuperação do licor que é usado no cozimento e na lavagem da polpa celulósica.

 

 








 
Colaboração: Haroldo Marinho dos Reis

I Seminário Paranaense de GP 2013

SAVE THE DATE!
  
I SEMINÁRIO PARANAENSE
DE GESTÃO DE PROJETOS

 Dias 29 e 30 de Outubro de 2013
Salão de Atos do Parque Barigui | Curitiba/PR
 
 

Taylor, Ford, Sloan, Deming, Ohno, Nonaka, Takeuchi, Gerson

Taylor, Ford, Sloan, Deming, Ohno, Nonaka, Takeuchi, Gerson
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