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Fases do Projeto - Monstros S/A - PMBoK


Estava assistindo ao Filme Monstros S/A com meu filho Renato Macedo Costa quando pensei na analogia entre as cenas do filme Monstros S/A, com a matéria do MBA em Gestão de Projetos.

Nela são abordadas todas as cinco fases de gerenciamento, com as cenas do filme, conforme o ciclo de vida do Projeto (PMBoK):

• Iniciação
• Planejamento
• Execução
• Monitoramento e controle
• Encerramento


PDCA em Projetos




O Professor Gerson Costa, apresenta abaixo, uma das suas ferramentas, o ciclo gerencial PDCA para Projetos. As letras que compõem a sigla PDCA vêm dos vocábulos em inglês: Plan (planejar), Do (executar), Check (verificar) e Action (agir corretivamente). A Figura abaixo detalha o ciclo PDCA com foco nos processos do PMBoK.
O Ciclo PDCA foi idealizado por Shewhart e mais tarde aplicado por Deming no uso de estatísticas e métodos de amostragem. Nasceu no escopo da tecnologia TQC (Total Quality Control) como uma ferramenta que melhor representa o ciclo de gerenciamento de uma atividade.
O conceito do Ciclo evolui ao longo do tempo vinculando-se também com a idéia de que uma organização qualquer, encarregada de atingir uma determinada meta, necessita planejar e controlar suas atividades.



O Ciclo PDCA compõe o conjunto de ações em seqüência dada pela ordem estabelecida pelas letras que formam a sigla: Plan (planejamento) estabelecer missão, visão, objetivos e metas, procedimentos, processo e metodologias que serão necessários para o alcance dos resultados esperados; Do (execução) realizar e executar as atividades; Check (verificação) monitorar e avaliar periodicamente os resultados e os processos confrontando-os com o planejado, consolidando as informações e emitindo relatórios; Act (agir) agir de acordo com o avaliado e com as informações emitidas nos relatórios, eventualmente confeccionar novos planos de ação e aprimorar a eficiência e eficácia da metodologia aplicada e aperfeiçoando a execução corrigindo as falhas ocorridas durante o processo.
Todas as organizações devem utilizar o Ciclo PDCA para desenvolver o Planejamento e Controle do escopo de um projeto. A aplicação do Ciclo permite que a organização realize melhorias contínuas em seus processo e metodologias. Isto, além da redução de custos e aumento da produtividade, repercute positivamente na tomada de decisão por parte dor Gerentes de Projetos, pois favorece a obtenção de informações confiáveis durante o ciclo de vida do projeto.
A tomada de decisão é basicamente, a escolha de uma opção entre diversas alternativas existentes, seguindo determinados passos previamente estabelecidos e culminando na resolução de um problema de modo correto ou não. Envolve oito etapas:
O Ciclo PDCA é parte fundamental de qualquer organização que implementa projetos, pois se constitui, na prática, de um modelo de gestão altamente eficaz. Em Gerenciamento de Projetos, o Ciclo PDCA e as fases de Planejamento e Controle trabalham com os mesmos conceitos.
Resumindo, a aplicação do Ciclo PDCA, aliado ao Planejamento e Controle, permite à equipe de projeto:
- Avaliação de desempenho;
- Comparação entre o realizado e o planejado;
- Análise dos desvios;
- Tomada de ações corretivas;
- Acompanhamento para avaliar a eficiência das ações implementadas;
- Adição de informações a serem utilizadas em processos e metodologias em projetos futuros;
- Captação de informações que auxiliem à tomada de decisão.
A tomada de decisão é basicamente, a escolha de uma opção entre diversas alternativas existentes, seguindo determinados passos previamente estabelecidos e culminando na resolução de um problema de modo correto ou não. Envolve oito etapas:
- Análise e identificação da situação;
- Definição dos critérios e sub-critérios;
- Identificação das restrições;
- Desenvolvimento de alternativa;
- Comparação entre as alternativas;
- Classificação dos riscos de cada alternativa;
- Escolher a melhor alternativa; e
- Execução e avaliação.
A gestão de projetos quando utilizada de forma correta e por profissionais capacitados se transforma em uma grande ferramenta para a organização traçar suas metas e alcançar seus objetivos em busca da melhoria contínua.




Stakeholders - Partes Interessadas



 
Com o lançamento da 5ª edição do PMBOK, houve a adição de 5 novos processos, uma nova área do conhecimento (Stakeholders) e a reorganização de processos existentes.
  • Os processos "10.1 Identificar Partes Interessadas" e "10.3 Gerenciar Expectativas das Partes Interessadas" saíram da área de Comunicação para a nova área Partes Interessadas (13.1 e 13.3)
  • Foram introduzidos cinco novos processos:
    • 5.1 Planejar Gerenciamento do Escopo
    • 6.1 Planejar Gerenciamento do Tempo
    • 7.1 Planejar Gerenciamento do Custo
    • 13.2 Planejar Gerenciamento das Partes Interessadas
    • 13.4 Monitorar Engajamento das Partes Interessadas
 

Do ponto de vista dos processos, não houve grandes mudanças. Os processos de planejar gerenciamento do Escopo, do Tempo e do Custo já existiam na 3a edição e foram "reintegrados". A novidade está na área de gerenciamento dos stakeholders.
Por que o gerenciamento dos stakeholders está ganhando tanta importância? Por um motivo óbvio, segundo Hartman (2000): o sucesso do projeto depende de stakeholders felizes.
Observou-se que os processos de comunicação possuíam uma característica muito informativa, pouco participativa. Isto é, uma vez identificados os stakeholders, no Guia PMBOK 4a edição, havia algum esforço em compreender suas necessidades e expectativas (muitas vezes ignoradas) e depois partíamos para o planejamento da comunicação.
As comunicações são planejadas, comumente, do ponto de vista do GP. É claro que um bom GP deve considerar as particularidades dos seus stakeholders. Mas, ainda assim, o que se costuma fazer é um plano de comunicações clássico: quem recebe qual informação quando e de qual forma(meio). Pode haver um responsável por essas comunicações e o GP passaria, supostamente, o projeto todo em contato com essas partes interessadas, que podem ser desde clientes e usuários até patrocinadores, fornecedores, equipe do projeto e outros.
 
Nos processos de Execução (Distribuir Informações) e Monitoramento e Controle (Reportar Desempenho), fica ainda mais evidente o caráter push das comunicações, ou seja, "empurramos" as informações que acreditamos ser necessárias e suficientes para os stakeholders, o que muitas vezes causa desmotivação e certamente não contribui para o engajamento deles.
Sim, existia o processo Gerenciar Expectativas das Partes Interessadas. Mas esse processo parece mais reativo do que proativo. Isto é, aguardamos os stakeholders reclamarem e então tomamos ações para resolver (gerenciamos as expectativas).
Portanto, a área do conhecimento Stakeholders surgiu para dar maior destaque à importância de envolver e engajar os stakeholders de forma que eles "participem" do projeto e das decisões (Ownership). Há controvérsias sobre a necessidade de uma nova área ou se a adição dos novos processos dentro do gerenciamento das comunicações seria suficiente.
A criação de valor empresarial depende da melhoria em gestão e operações, mas também dos projetos. Os projetos, programas e portfólios devem criar valor e, para isso, devem estar alinhados à estratégia organizacional. Cada projeto deve estar direcionado para a criação de valor empresarial e esta deve ser uma preocupação do GP e dos níveis acima dele, o que envolve gerenciamento de portfólio e os patrocinadores.
 


Elaborando a Estrutura Analítica do Projeto (EAP)

O Professor Projeto traz mais uma vez o "guru" em Gerenciamento de Projetos, Ricardo Vargas, para nos ensinar a elaborar adequadamente uma EAP, a ferramenta básica para a gestão do escopo do projeto.

Diferença entre GP e PMO

Diferença entre GP e PMO

O Professor Projeto traz o guru brasileiro da gestão de projetos para falar de maneira clara sobre a diferença entre um gerente de projetos (GP) e um escritório de projetos (PMO).

Papel do Patrocinador (Sponsor)

As organizações modernas criam planejamento estratégico, mas não conseguem executá-lo. A falta de priorização e alinhamento é a causa de desperdício de esforços e recursos, além de restringir o sucesso dos projetos que são realmente importantes.

Mas quem cria o planejamento estratégico? O alto escalão de executivos seniores. E quem deveria priorizar os esforços e recursos? Esses mesmos executivos seniores. E quem é o patrocinador ou sponsors de um projeto conforme o PMBoK®? Acertou: um executivo sênior.

Portanto, se o investimento em educação, sistemas, treinamento e implantação de metodologia de gerenciamento de projetos não está sendo efetivo, concordamos que o problema está nos patrocinadores dos projetos que não estão desempenhando bem suas responsabilidades.

Peter Drucker afirma que a lucratividade deve permear todos os objetivos estratégicos das empresas. Afinal, qual é o objetivo da empresa senão o lucro? É óbvio que todas as organizações devem observar as necessidades e regulamentações governamentais e a sustentabilidade. Porém, em última instância, os acionistas são os donos da empresa e todos os administradores e funcionários são seus empregados, devendo trabalhar, prestar contas e gerar retorno para os investimentos feitos.

Portanto, acredito que é fundamental toda empresa adotar uma metodologia de gestão de projetos e de portfólio para suas obras, nomeando responsáveis, patrocinadores e gerentes de programas e projetos.

Planejamento Estratégico - Dinâmica do Processo

Gerenciando os Processos do Projeto

Entre as abordagens, umas das mais difundidas, principalmente nas Américas e na Ásia, é, novamente, a do Project Management Institute – PMI®, que considera que a gestão de projetos é realizada por meio de um conjunto de processos definidos como uma série de ações para obtenção dos resultados desejados. Esses processos podem ser organizados em cinco grupos com um ou mais subprocessos. No entanto, a visão do PMI® não é única: Lewis, por exemplo (2000, p. 26), propõe um processo denominado The Lewis Method of Project Management. ilustrado na Figura abaixo.

The Lewis Method of Project Management
Fonte: Adaptado de Lewis, 2000, p. 26

 
Os processos de gerenciamento de projetos se desdobram em várias áreas de conhecimento interligadas e interdependentes. Essas áreas são dedicadas a aspectos particulares como, por exemplo, as gestões de custos, tempo e qualidade. Cada uma das áreas possui um plano e sua execução é controlada para que atinja os objetivos. Por terem planos separados, é importante que exista uma gestão específica para coordenar o trabalho: a gestão de integração. A Figura abaixo ilustra, de forma não completa e exaustiva, as áreas de conhecimento preconizadas pelo PMI®.

 

Processos de gerenciamento de projetos
Fonte: PMI®, 2004, p. 11

 

O que é "Fazejamento de Projetos"?

Neste PodCast o Professor Gerson Costa comenta sobre o lançamento do livro na 10ª Feira do Livro de Ribeirão Preto - São Paulo.
Nos dias 10 a 20 de junho de 2010 a cidade de Ribeirão Preto receberá a 10ª Feira do Livro, considerado um dos maiores eventos literários do país e um dos maiores eventos a céu aberto do mundo. A Feira conta com público de mais de 400 mil pessoas, além de uma programação artística e musical variada e gratuita. Neste ano, terá participações de Gilberto Freyre, Nádia Gotlib, Marylene Baracchini, Ziraldo e o autor destaque em vendas da Editora agBook - Gerson Luis da Costa.

Se quiser conhecer mais sobre a Feira, acesse o site:
Neste mesmo PodCast o Professor Projeto, Gerson Costa explica o significado da palavra "Fazejamento" que intitula o livro.



Baixe o PodCast aqui:

Conceito e Definição de Projeto

Project no inglês deriva do latim projicere, significa lançar adiante (realizar no futuro). Tradução precisa em português: projétil. Não confundir com projetos de arquitetura e engenharia (desenhos e especificações), equivalem ao inglês: design.
Projeto é um esforço temporário empreendido para criar produto, serviço ou resultado único.
Programas são grupos de projetos gerenciados de forma coordenada.
Porta-fólios são agrupamentos de projetos e programas que visam atender objetivos empresariais.

Mas afinal, o que é Projeto?


Atualmente muito se fala a respeito de gerência de projetos. Comprovadamente muitas organizações têm se mobilizado no sentido de entender e aplicar estes conceitos.Mas afinal, o que essa gente toda discute e aplica? O que é gerência de projetos? É um conceito novo? É caro? Só grandes empresas com grandes projetos podem aplicá-lo? Como posso aplicar gestão de projetos ao meu contexto?Em uma definição bem simples (mas não simplificada), Gerência de Projetos é a disciplina de definir e alcançar objetivos ao mesmo tempo em que se otimiza o uso de recursos (tempo, dinheiro, pessoas, espaço, etc).A humanidade gerencia projetos há muito tempo. Exemplos de projetos são as construções das pirâmides do Egito, da grande muralha da China e do Taj Mahal, assim como as viagens dos grandes navegadores portugueses, a construção do dirigível Zepelim e do 14-BIS.Como vemos, gerenciamento de projetos não é algo novo. A Revolução Industrial em meados do século XVIII alterou profundamente as relações de produção. O capitalismo industrial floresceu, os novos negócios tornaram-se muito mais complexos e uma nova forma de gestão das organizações precisou ser criada e sistematizada. Projetos transformaram-se em decisões de gerenciamento e a disciplina desenvolveu-se através de diversos campos de aplicação diferentes: construção civil, engenharia mecânica, projetos militares, industriais, etc.No início do século XX, Frederick Taylor e seu sócio Henry Gantt aplicavam o raciocínio científico e o estudo das operações no trabalho para criar as bases do gerenciamento de projetos. Técnicas como diagramas de rede (Program Evaluation and Review Technique – PERT) e o método de Caminho Crítico (Critical Path Method – CPM) surgiram para oferecer maior controle sobre os projetos.Em 1969, no auge do Programa Espacial Americano, cinco profissionais de gestão de projetos da Philadelphia, Pensilvania, EUA, reuniram-se e estabeleceram o PMI - Project Management Institute com o objetivo de criar padrões, desenvolver a ciência e promover a responsabilidade dos profissionais de gerenciamento de projetos, em 1984 surgiu a certificação PMP (Project Management Professional) e em 1987 foi publicado o primeiro livro que reunia as melhores práticas de gestão de projetos difundidas, o PMBOK Guide (Project Management Body of Knowledge) do PMI.Desde então, as técnicas vêm evoluindo e diferentes organizações criaram modelos e formas de gerenciamento de projetos, como o IPMA (International Project Management Association) e a PRMIA (Professional Risk Management International Association), por exemplo. Por este motivo, este Blog traz uma literatura bastante vasta para os profissionais desta área, estudantes e pesquisadores em Gerenciamento de Projetos.Sejam todos bem vindos ao mundo da Criação, Viabilidade e Gerenciamento de Projetos.

Prof. Esp. Gerson Luis da Costa, FGV-PR, CRA-PR, PMI-PR.
LATTES: http://lattes.cnpq.br/9349546257197807






Taylor, Ford, Sloan, Deming, Ohno, Nonaka, Takeuchi, Gerson

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